Entrevista a Hugo Valério, Senior Consultant

 

Ligamos para si gratuitamente

O nosso 2020 foi em grande…
3 Fevereiro, 2021
Eu, Anturiano, me confesso!
12 Maio, 2021

Fala-nos um pouco sobre ti e como o projecto da Anturio faz sentido na tua vida profissional?

Desde pequeno apaixonado pela área das tecnologias de informação, acabei por licenciar-me noutra área, economia. Pensei em ter outra valência, de forma a estar mais bem preparado para o mercado de trabalho, mas ainda hoje sinto que não tomei a decisão certa e, por isso, tenho nos planos colmatar esta falha. Por agora é um desafio adormecido.

Sempre a trabalhar em empresas tecnológicas, onde numa delas conheci o meu colega e atual coordenador da equipa onde me insiro - o Álvaro - fomos separados por um desafio que aceitei e onde permaneci 11 anos. Num ambiente diferente, de cliente final, mas num grupo de empresas que sempre esteve na vanguarda da tecnologia, pelo que o desafio profissional foi sempre estimulado durante esse período. No entanto, a amizade, o reconhecimento de valor e cumplicidade que nos une até hoje, aliados à ousadia do Duarte na forma como me apresentou o projeto Anturio e me cativou, motivaram a minha viagem até à Anturio.

Nesta consigo colocar em prática tudo aquilo que aprendi e que adoro fazer, melhorar processos! O objetivo é agilizar e facilitar a vida dos utilizadores e gestores de empresas. De nada serve uma solução se os utilizadores ficam frustrados no dia a dia, pois mais tarde ou mais cedo, vão abandoná-la. E é por isso, que defendo sempre um levantamento de requisitos (quanto mais detalhado melhor), onde coloco em causa os processos dos clientes para que pensem neles, pois por vezes estão ultrapassados ou são desnecessários. Apenas são seguidos porque sempre o fizeram assim! E esta ousadia e exigência que tenho no meu trabalho é refletida nas soluções que apresento. O cliente reconhece essa oferta diferenciada e fica fidelizado à excelência no serviço.

Isto é, de uma forma simplista, o que a Anturio faz.

Como foi a tua integração na Anturio e desde 2018 até hoje como vês a empresa e como perspetivas o futuro?

Apesar do mundo PHC ser uma novidade, a minha integração foi bastante fácil. Os anos a fazer consultadoria e programação já são muitos e isso pesa. O desafio foi saber como efetuar os processos, mais que conhecidos, numa ferramenta nova e aprender a sintaxe das linguagens de programação envolvidas.

Como costumo dizer “o caminho faz-se caminhando”. Sendo um profissional dedicado e apaixonado no que faz, obviamente o início implicou um maior esforço pessoal da minha parte para acelerar esta aprendizagem. Contudo posso afirmar que atualmente a curva da aprendizagem começa a ficar estável e começo a equilibrar melhor o trabalho com o lado familiar. Estando este último sereno, temos as condições ótimas para estarmos focados e realizar um bom trabalho.

A Anturio tem evoluído bastante desde a minha entrada, destaco a aposta num recurso interno na área de RH, que tem estruturado gradualmente melhores condições aos anturianos. Considero um ponto fulcral, pois estes têm de se sentir bem e estar tranquilos para não se distraírem, para evoluírem e fazerem a Anturio ser cada vez maior e melhor. Os meus parabéns Duarte e Joana!

Face a este contexto de pandemia e de retenção global de investimentos, a Anturio tem sabido adaptar-se e criado técnicas, quer internamente, quer para os seus clientes, que nos ajudam a sermos mais resilientes.

Na minha visão, o futuro só pode ser um, o de consolidação de uma equipa forte, coesa e experiente. O resto vem por acréscimo. Em termos tecnológicos a aposta na web é sem dúvida para manter, pois a nova plataforma tem um potencial enorme e quem não migrar as soluções para um ambiente de mobilidade vai perder velocidade nos negócios. Cabe-nos, como parceiro PHC, ajudar e exigir junto do fabricante para que a excelência acompanhe cada versão que libertam.

De que maneira vês o Home office e qual a tua ideia sobre as politicas de work life balance que a anturio tem implementado?

O home office vem permitir de certa forma a otimização do equilíbrio familiar e profissional. Ficamos mais perto do lado familiar, podendo ajudar e estar presentes mais vezes. Mas engane-se quem pense que é uma tarefa trivial. É preciso disciplina e não misturar as coisas. Por outro lado, o home office traz um lado sedentário e que é preciso combater. Situação que pode ser colmatada com a oferta que a Anturio disponibiliza aos seus colaboradores a partir da plataforma homefitness. Perfeito!

Pessoalmente prefiro um ambiente híbrido, entre casa e escritório. Mas mais do que o home-office, sou defensor de trabalhar por objetivos e sem horários, podendo parar 2 dias se assim entender ou trabalhar mais do que as 8h e assim acelerar a entrega, no final tem é que estar pronto e não falhar com a entrega ao cliente. Mas somos todos diferentes, o ótimo para mim, pode não fazer sentido para o colega do lado.

A Anturio tem mostrado preocupação em equilibrar a vida profissional e pessoal dos seus colaboradores. É um caminho que não é linear, pois tem muitas variáveis associadas e nem sempre se consegue este equilíbrio. Como anturianos, devemos fazer o nosso papel, caminhando e contar com o as soluções Anturio, pois têm as pessoas certas para criarem soluções para que todos consigam o equilíbrio desejado.

Para além das políticas implementadas pela Anturio, tenho a felicidade de trabalhar num escritório no qual todos nos revemos nisso e temos regras próprias, tal como cada um ter que organizar um almoço durante o ano para os colegas e restantes famílias. É um momento único, onde nos podemos conhecer melhor pessoalmente e às famílias de cada um, com toda a calma do mundo e a aproveitar o sol do meu Algarve.

A relação com os clientes é algo muito importante, como consegues estabelecer uma relação saudável com os clientes? e de que maneira a retenção dos clientes é importante para ti através de Customer Experience?

A relação com os clientes não é importante, é mais do que isso. Sem esta, não vamos conseguir estar e manter o cliente.

Temos de ser audazes e ter uma sensibilidade minuciosa sobre os processos e negócios dos nossos clientes. Temos de vestir a camisola do cliente, pensar nas suas dores e como podemos ajudá-los da melhor forma. Sempre tive esta postura e tenho tido excelente feedback, arriscando dizer que alguns me vêm como um fiel colaborador.

Mesmo que a melhor solução implique um investimento maior, devemos sempre colocá-la na mesa, explicando claramente a diferença entre as soluções apresentadas. É muito importante que o cliente decida consciente. Esta transparência cria um canal de confiança e isso fideliza-os ao serviço diferenciado e que acrescenta valor.

E esta métrica é visível em quaisquer negócios, não apenas no da Anturio. Sem clientes satisfeitos, não há negócios saudáveis!

O que faz da Anturio uma excelente empresa para se trabalhar?

Antes de falar na Anturio, vou “tocar na ferida”, pois considero crucial para que tudo corra bem, quer pessoalmente, quer profissionalmente. Nunca se envolvam em projetos com que não se identifiquem. Façam aquilo que gostam! Se não gostam do que fazem, sejam guerreiros e lutem por aquilo que vos deixa feliz. Só assim vão conseguir ser profissionais, ser reconhecidos e equilibrar o trabalho com a família.

Considero-me exigente com as pessoas que estão à minha volta e obviamente com a equipa que defendo. Sinto, como um dos elementos mais experiente, que devo lutar por mim e pelos meus colegas anturianos, de forma a que a empresa nunca deixe de apostar nas pessoas, pois estando empenhadas a empresa só retirará frutos desta relação. É uma relação que se alimenta nos dois sentidos. Se o colaborador dá à empresa, esta tem mais ferramentas para mais tarde ou mais cedo retribuir ao colaborador. Quando um dos lados quebra este processo, os problemas aparecem.

E é por isso que convido todos a virem trabalhar para a Anturio. Pois para além de sermos uma família muito unida, vão encontrar uma estrutura com processos já muito bem oleados e que proporcionam condições ótimas para a tranquilidade e felicidade! É uma empresa que está sempre na vanguarda e que tem superado a cada ano os objetivos a que se propõe. Isso fala por si.

É muito importante sentir e ver a evolução, diretamente do nosso trabalho e indiretamente da empresa que defendemos, pois o crescimento saudável desta, vai ser benéfico para todos os membros.

Ousadia é um dos cinco valores da Anturio. É possível perceber que há ousadia nas soluções encontrada para satisfazer as necessidas dos clientes? De que forma?

Sem dúvida que sim. Temos n exemplos de soluções exemplares, que desafiam o próprio produto PHC. Soluções robustas, mesmo visuais e que fazem por vezes pensar “isto é o PHC?”.

O PHC é uma ferramenta munida duma framework que nos permite transformar completamente o produto, quer as interações com os processos nativos, quer o layout do mesmo.

Tendo a ferramenta, falta a massa cinzenta e, nesse capítulo, a Anturio tem personalidades diversas que com a partilha de ideias do dia-a-dia e com a disciplina habitual consegue elevar o produto para patamares de excelência.

É possível perceber que há união no nosso dia-a-dia?

Sem dúvida que a união faz parte do adn da anturio. A partilha e a entreajuda entre colegas permite potenciar-nos para outros níveis, quer seja de qualidade, quer seja de rapidez na execução dos desafios do dia-a-dia. É raro o dia que não sou auxiliado por colegas para discutir soluções e para partilhar técnicas usadas nos projetos que participo. Situação a que recorro também. Alias, nem podia ser de outra forma.

Trata-se de investimento interno e aplaudo de pé a Anturio por permitir esta oportunidade, pois saímos todos a ganhar. Ganha quem precisa de ajuda, pois não fica bloqueado e frustrado. Ganha quem ajuda, pois são passados valores e conhecimento. Com isto, ganha a Anturio uma equipa mais rica e com mais competências, que gosta de pertencer a esta família e que tudo vai fazer por esta. Esta sinergia potencia um valor acrescentado nas soluções apresentadas aos nossos clientes, que vão ter uma solução mais robusta para fazerem face às operações diárias e sendo por isso mais produtivos.

Get to Know you Better

1- O que querias ser quando eras pequeno?

A resposta é um classico, futebolista! Ainda joguei futebol de competição e o mais longe que fui foi a vestir as cores do Padernense. Subimos da 1ª distrital para a 3ª divisão nacional e no ano a seguir subimos para a 2ª B Nacional. Era uma prisão e não era vida para mim (pelo menos jogando como não profissional). Abandonei a carreira de águia ao peito, no Sport Faro e Benfica (só podia!).

2- Qual é o teu livro preferido?

Pergunta dificil, pois não sou muito de leituras de livros e quando lei-o são livros técnicos da área. Vou referir uma biblia que qualquer programador devia ler: "Code Complete" do McConnel. Para quem precisa de entender a importância do desenho dum bom interface e da experiência de utilizador, não falhem o "The Design of Everday Things" do Don Norman. Fora destas áreas, li um há um par de anos que gostei, o "Factfulness" do Hans Rosling.

3- Que série de televisão que mais vês?

Nos tempos livres que tenho, costumo dedicar-me a aprender novas técnicas na minha área. No tempinho que resta e por iniciativa própria, a SIC Notícias. Por ser pai, os Ninjagos da Lego devem ir nesta altura à frente!

4- Qual é a tua maior paixão?

Deixando a família de lado, destaca-se o cozinhar. Adoro! Quando a minha profissão atual deixar de me satisfazer, vou mergulhar num projeto culinário. Batam-me se não o fizer!

5- E a tua maior virtude?

Cozinhar! Ahahahah. Hummmm... esta é dificil... diria que a capacidade de encaixe e calma revelada em momentos de stress.

6- Para umas férias, prefere praia ou montanha?

A resposta seria cidade, pelo menos sou da opinião que, enquanto novos, devemos conhecer cidades sonantes pois a capacidade de caminhar é maior. Sendo objetivo, e mesmo sendo um algarvio de gema, prefiro a praia.

7- O que te falta aprender?

Tanta coisa. Conhecem alguma pessoa que saiba tudo o que o mundo nos oferece atualmente? Não, nem nunca vão conhecer! Falta-me conhecer as melhores marcas de tacos de basebol. A minha filha mais velha, a Matilde, tem 13 anos e eu ainda não sei qual comprar :P

8- Uma frase que te defina

Um bom amigo, sempre pronto para a parodia, e um bom profissional, que só se satisfaz quando o cliente tem um sorriso de orelha a orelha.

9- Qual é o teu prato gastronómico favorito?

Não há! Amante dos cozinhados, tenho vários na cabeça que aqui serviam. Desde um bom prato de cozido bem regado (sim o vinho é muito importante!), a um bom sushi ou mesmo a minha lasanha vegetarina (minha salvo seja, do meu mentor, o Jamie Oliver, apenas sou executante e fica top top). Fico por aqui ou vou alongar-me :D

10- De manhã, não és tu mesmo até que…

Tomo um duche rápido e bebo um café.

11- Se tivesses que pôr música, seria uma canção de…

Um amigo! Banda Galopim, música "Risco de Explosão". Vão lá ouvir sff.

12- Uma cidade que, para ti, é cativante e porquê?

São tantas, mas que são cativantes pelos mesmos motivos. Escolho Paris por ter sido a primeira. A imponência do edificios e diversidade de oferta de tudo aos habitantes enchem-me as medidas.